Cemitério Municipal tem infestação de escorpiões

(Bruno Manson/O MUNICIPIO)

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) tem realizado um trabalho de monitoramento de escorpiões em São João da Boa Vista. De acordo com o chefe do setor de Vigilância Ambiental, Marcelo Donizetti Dearo Menato, o número de ocorrências registrados no município é bem pequeno.

Para se ter ideia, este ano houve somente dois casos, ambos na zona rural, em ambientes propícios ao aparecimento deste aracnídeo. Já no perímetro urbano, nenhum acidente foi registrado até o momento. Contudo, o CZZ tem desenvolvido suas ações pela cidade.

Menato explica que o escorpião gosta de lugares escuros, úmidos e quentes. Nesta época do ano, sua atividade aumenta, uma vez que sai de seus esconderijos para buscar alimentos, como a barata, por exemplo. Atualmente o Cemitério Municipal é o único lugar que se encontra infestado, uma vez que oferece o ambiente ideal para a proliferação desses artrópodes.

Segundo o chefe do setor, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses tem capturado uma grande quantidade de animais no local, os quais são encaminhados mensalmente ao Instituto Butantan para a fabricação de soro.

Além disso, ele relata que existem algumas localidades dentro da cidade em que têm sido registrados o aparecimento de escorpiões, como nas regiões do Jardim São Lázaro, Pratinha e Rosário, por exemplo. “Em via de regra aonde passa a linha do trem”, comentou. “Recentemente tem chegado a nós algumas ocorrências naquela parte do final do Mantiqueira, Terras de São José e Parque Universitário, trecho onde também passa a linha férrea”, acrescentou o chefe do setor.

Vale destacar ainda que o uso de veneno é ineficaz contra o escorpião, pois é um artrópode que possui uma grande resistência. “Uma dosagem aplicada mataria outras espécies que estiverem na mesma área e, mesmo assim, ele ainda sobreviveria”, observou.

ORIENTAÇÕES
Menato afirma que quando há uma denúncia, uma equipe técnica do CCZ – composta por dois ou três agentes – vai até o local para averiguar o ambiente. Na ocasião, eles verificarão se na residência há locais que possam estar servindo de abrigo ao escorpião, como construção, entulhos, mato alto, entre outros. Caso seja constatado isso, a equipe orienta os moradores a tomares as providências necessárias, como, por exemplo, podar o mato ou árvore, evitando que o ambiente permaneça úmido. “A luz do sol já vai impedir que apareçam escorpiões e até outros tipos de vetores”, afirmou o chefe do setor.

Além desses cuidados, ele destaca que colocar proteção nas frestas das portas, fechar trincas de paredes e instalar tela de proteção nos ralos ou lugares que sejam entrada ou saída de água pluvial ou esgoto são algumas medidas que a população pode adotar para impedir o aparecimento de escorpiões na residência.

CUIDADOS
De acordo com Menato, para proteger as crianças, recomenda-se que as camas ou berços tenham seus pés revestidos por uma garrafa pet ou encapados com papel contact, uma vez que o escorpião não consegue subir superfícies lisas. Além disso, ele orienta a não deixar brinquedos jogados pela casa e sempre guardá-los em um local adequado ou em uma mesinha com os pés também protegidos e desencostada da parede ou cortina.

“São cuidados muito simples e que impedirá que o animal chegue na cama, no berço ou em algum objeto que a criança estará usando. Fora isso, é rotina de limpeza. O escorpião não ficará em um ambiente que está limpo e sem alimentos”, disse. “Deixar a casa limpa, o lixo fechado corretamente, não acumular restos de alimentos, não deixar juntar baratas e tomar os cuidados com as camas e ambientes. Com essas medidas, evitamos cerca de 90% o aparecimento do animal em casa”, frisou o chefe do setor.

SORO
Em caso de um acidente envolvendo escorpião, Menato explica que a pessoa deve ser encaminhada diretamente a Santa Casa Dona Carolina Malheiros. “É lá que está armazenado o soro antiescorpiônico e será realizado o tratamento”.

De acordo com ele, tanto o hospital, como a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) estão preparados para atender o paciente em tempo. Caso uma criança for picada, o socorro deve ser realizado o mais rápido possível, uma vez que quanto menor a vítima, os efeitos tendem a ser mais graves, por causa da relação de seu peso com o veneno inoculado.

Segundo o chefe do setor, geralmente, pessoas adultas não necessitam fazer o uso do soro, a não ser em casos atípicos, como alguma reação alérgica, por exemplo. “O soro somente é usado quando o veneno do escorpião gera uma reação generalizada no organismo”.

ATENDIMENTO
Em caso de aparecimento de escorpião, o cidadão deve acionar o Centro de Controle de Zoonoses através do telefone (19) 3631-6768. O CZZ está localizado na rua Antonio José Milan, 400, Jardim Vila Rica.

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