
Estão a todo vapor as obras do Parque Urbano Municipal Espaço Jovem Osmar Garcia. Denominado Cidade das Artes, o projeto é orçado em R$ 2,9 milhões e está sendo executado nos antigos galpões da Ceagesp. Com uma área total de 92.480 m², o local será um verdadeiro complexo cultural do município.
De acordo com o diretor Hélio Correa Fonseca Filho, responsável pelo Departamento de Cultura, o espaço precisou ser completamente restaurado, tendo seu telhado trocado, banheiros construídos e recebendo todas as adaptações necessárias.
A Cidade das Artes contará com três galpões de aproximadamente 900 m² cada e mais um espaço que abrigará um anfiteatro e um cinema. Hélio explica que o primeiro galpão será uma sala de múltiplo uso e receberá atividades programadas pelos departamentos de Cultura, Educação, Esportes e Assistência Social. “Teremos um espaço amplo, com uma infraestrutura completa para atender as pessoas. Cada dia da semana haverá uma atividade e cada departamento será responsável por montar sua programação”, comentou.
Já o segundo galpão abrigará os departamentos de Cultura e Turismo, além de contar um espaço destinado a exposições de artes plásticas, esculturas, quadros, entre outros trabalhos. O terceiro galpão abrigará a unidade 1 da Biblioteca Municipal Jaçanã Altair, que atualmente está localizada na rua Benedito Araújo. Segundo o diretor, com esta mudança, o antigo espaço no centro da cidade será transformado em uma sala de leitura de periódicos – como jornais e revistas da atualidade – e contará com uma sala de troca dos livros, para facilitar o acesso das pessoas que não conseguirem se deslocar até a Ceagesp.
“A minha ideia, se tudo ocorrer dentro do programado, é no meio de outubro já estarmos aqui com o Departamento de Cultura. A biblioteca estará sendo remontada e irá demorar um pouco. No entanto, já começaremos a programar as atividades com os demais departamentos”, afirmou Hélio. “A inauguração oficial não tem data prevista. Primeiro iremos vir, ocupar e organizar. Vamos deixar tudo funcionando e montar as atividades para depois fazer a inauguração oficial. Agimos desta forma na Estação das Artes e deu muito certo. Primeiro estruturamos, colocamos para funcionar e depois inauguramos”, completou.
TEATRO E CINEMA
A Cidade das Artes contará ainda com um anfiteatro e também uma sala de cinema que estão sendo construídos no espaço que era a antiga tulha. Lá ainda haverá mais dois depósitos destinados aos materiais utilizados em todo o complexo.
Hélio explica que o anfiteatro terá 252 lugares – sendo maior que o da Estação das Artes que possui 165 cadeiras – e possui toda a infraestrutura necessária para as apresentações artísticas, como camarim, forro e ar condicionado, por exemplo. A parte inferior da antiga tulha abrigará a sala de cinema. O local terá 70 lugares, banheiros e todas as adaptações necessárias à acessibilidade.
O diretor relata que este espaço não será inaugurado junto com os três galpões, uma vez que trata-se de uma estrutura mais complexa. “Ficará para um segundo momento”, disse.
O PROJETO
A Cidade das Artes está sendo construída em uma área que remonta parte da história de São João da Boa Vista. No passado, o local funcionou como depósito da Família Matarazzo. Posteriormente, o Governo do Estado de São Paulo adquiriu o imóvel e o transformou em um entreposto da Ceagesp. Foi durante a administração do ex-prefeito Laert de Lima Teixeira que a prefeitura comprou o espaço para a municipalidade.
Anos mais tarde, já na gestão do prefeito Vanderlei Borges de Carvalho, a administração sanjoanense elaborou um projeto para transformar o local em um complexo cultural. A partir daí, o município conseguiu uma verba por meio do Fundo de Interesses Difusos (FID) da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania. O dinheiro é a fundo perdido, ou seja, a prefeitura não terá que reembolsá-lo.
Por Bruno Souza.




