
FRANCO JUNIOR
[email protected]
Motoristas de São João da Boa Vista reclamam, com frequência, de diversas lombadas inseridas nas ruas da cidade. De acordo com eles, existem dispositivos colocados com pouca distância um do outro e também, em alguns trechos, em que a altura dos mesmos chega a fazer os veículos rasparem o assoalho.
Em relação a esse tema, o Ministério Público de São João da Boa Vista enviou ofício à Prefeitura de São João, na última semana, destacando exatamente esses problemas relacionados à altura e à distância dos equipamentos viários.
O documento, assinado pelos promotores de Justiça Nelson de Barros O’Reilly Filho e Ernani de Menezes Vilhena, ressalta a possibilidade de acidentes devido à instalação inadequada das lombadas.
Os agentes públicos reconheceram a dificuldade que a administração municipal possui para equacionar os diversos problemas de trânsito e pontuaram que essa situação ocorre “notadamente por uma frota de cerca de 70 mil veículos, em contrapartida a uma população pouco superior a 90 mil habitantes”.
LOMBADAS E RISCOS
Uma das possibilidades de solução para o trânsito, assim como apontam os promotores, é a inserção de lombadas. Entretanto, eles salientam ainda que é preciso estudos para que os dispositivos não sejam colocados de maneira irregular e continuem a atrapalhar a circulação de veículos.
A ondulação transversal (lombada), de acordo com o que eles descrevem no ofício, pode ser utilizada onde se necessite reduzir a velocidade do veículo de forma imperativa, nos casos em que estudo técnico de engenharia de tráfego demonstre índice significativo ou risco potencial de acidentes cujo fator determinante seja o excesso de velocidade praticado no local e onde outras alternativas de engenharia de tráfego são ineficazes.
Segundo explicam no documento, a distância mínima entre ondulações sucessivas em via urbana de sentido duplo de circulação deve ser de 50 metros em via urbana de sentido único de circulação e em rodovia de 100 metros.
“Não obstante a instalação de ‘ondulações transversais’ seja anseio de muitos cidadãos atemorizados com velocidade de veículos e desobediência às normas de trânsito pelos motoristas, têm sido iterativas as reclamações em relação às dimensões das tais ‘lombadas’, notadamente sua altura, sendo inescapável que automóveis raspem seus assoalhos nesses dispositivos e também que esses implementos comprometam o fluxo de tráfego, mais do que o necessário”, pontuam.
O’Reilly Filho e Menezes Vilhena, ao finalizar, alertam que é preciso de estudos para a inserção dos dispositivos, pois “a instalação inadequada das ‘lombadas’ pode – além de danos aos veículos- causar acidentes automobilísticos, motociclísticos e ciclísticos, induvidosamente fatais”.
Os promotores deram prazo de 15 dias para que a prefeitura possa responder sobre o tema.





Amém que chegou ao ministério público esse ABUSO por parte da prefeitura com instalação de lombadas disfarçadas de “faixa de pedestre elevadas”. Ta cheio de lugar na cidade que tem uma lombada tradicional e uma “faixa elevada” a menos de 20 metros.
Entendo que lombadas coíbem abusos de velocidade, mas alguém precisa coibir também a prefeitura de transformar a cidade num verdadeiro rally.
Outra coisa que deve ser observada também é a instalação das ditas rotatórias em locais que simplesmente não há espaço físico pra isso, a exemplo a rotatória do espaço jovem/ceagesp (Rua Santo Antônio) que em vez de arrumar o transito ali, bagunçou ainda mais, em horários de pico, ficou impossível passar ali.