
FRANCO JUNIOR
Enviado Especial
Colômbia e Chile se enfrentaram, na última sexta-feira (28), na Arena Corinthians, pelas quartas de final da Copa América. E o jogo, que terminou empatado por 0 a 0, com vitória chilena nos pênaltis, por 5 a 4, ficou marcado pela invasão de torcedores mesclada entre brasileiros que escolheram uma das seleções para torcer e também por nativos que vieram ao Brasil para acompanhar os jogos.
O jogo teve, no total, 41.692 pagantes – e outras 2.370 pessoas que ganharam ingressos -, garantindo uma renda que chegou perto dos R$ 9 milhões. Devido ao trânsito congestionado típico da capital paulista, que fez a seleção do Chile chegar mais tarde do que o previsto ao estádio, a partida atrasou em 20 minutos, tendo início às 20h20.
Tirando os argentinos, chilenos e colombianos, foram os visitantes que mais compraram ingressos da Copa América, de acordo com dados do Comitê Organizador Local. Isso fez a Arena Corinthians parecer lotada (o estádio tem capacidade máxima para 49.205 torcedores). Eles estiveram em peso para a decisão e contaram ainda com o apoio de brasileiros, que escolheram uma das duas seleções para chamar de sua por um dia.
Foi o caso do jornalista Gabriel Amorim, de São Caetano do Sul, e do contador e gestor esportivo Ciro Azevedo, de São Paulo. Amorim escolheu a Colômbia para torcer, vestindo a camisa 13 do zagueiro Yerri Mina, que atuou no Palmeiras entre 2016 e 2017. Já Azevedo escolheu o Chile e colocou a 7 do atacante Alexis Sánchez, do Manchester United (Inglaterra).
O gestor esportivo já havia assistido à partida entre os chilenos diante do Japão, no Morumbi, no dia 17 de junho, e revelou ter adotado o Chile para torcer por ter feito amigos no jogo que presenciou e também por ser um país por que tem um carinho especial.
“Escolhi o Chile porque é um país que eu gosto e também achei os chilenos bem simpáticos. Achei a partida [contra a Colômbia] boa. O Chile teve gols anulados pelo VAR [árbitro de vídeo] e pênalti é sempre legal né? Ainda mais quando não é o seu time”, brincou Azevedo.
Natural de Manaus, Ciro Azevedo mudou-se para São Paulo em busca do sonho de trabalhar com futebol. Além disso conseguiu alcançar o objetivo e trabalha no Allianz Parque Experience, tour para torcedores pelo estádio do Palmeiras.
“Sempre gostei de esporte e nunca entendi como a minha vida profissional não tinha cruzado com ele. Eu não estava feliz com minha vida de contador e ganhei a promoção de um time de futebol, onde tive uma baita experiência e comecei a enxergar no esporte uma possibilidade de mudar de vida. Então comecei a pesquisar cursos de gestão e marketing esportivo, encontrei o da Trevisan (único presencial no Brasil) e mudei de mala e cuia pra São Paulo”, contou.
NA CASA DO RIVAL
Torcedor fanático do Palmeiras, o jornalista Gabriel Amorim trabalha em uma agência de comunicação e também no site Nosso Palestra, em que notícias sobre seu time do coração são feitas de palmeirenses para palmeirenses. Para acompanhar de perto a Colômbia, precisou deixar a concorrência futebolística de lado e ir até o estádio do maior rival do seu time, o Corinthians.
“Achei a arena muito moderna e bonita, com o gramado que parece impecável. O único ponto fraco foi a dificuldade para entrar e sair do estádio, devido à organização péssima do torneio”, relatou.
Sobre ter escolhido a Colômbia para torcer, Amorim destacou a identificação de colombianos que atuam e já passaram pelo Palmeiras, além do acidente com o avião da Chapecoense, em dezembro de 2016.
“Torci principalmente pelo acidente da Chapecoense em que o povo da Colômbia foi muito receptivo e solícito com os brasileiros. Além disso, pelo Mina e pelo [atacante Miguel] Borja, peguei uma admiração pela Colômbia. Já havia torcido por eles na Copa do Mundo da Rússia, em 2018, e comprei, até mesmo, a camisa do Mina. Não deu para vencer, infelizmente os pênaltis são loteria. Mas seguirei torcendo para a Colômbia, logicamente depois do Brasil”, concluiu.




