
O UniFEOB, em parceria com a Caacch (Centro de Atendimento ao Adolescente e à Criança com Humanismo), realiza, neste sábado (29), sua quarta campanha de captação de doadores de medula óssea. A ação vai ocorrer no campus Mantiqueira do centro Universitário, no Prédio C e no Laboratório de Enfermagem, das 9h às 13h.
Segundo apurado pelo O MUNICIPIO, três crianças da região aguardam doadores compatíveis. O nome e a cidade delas não podem ser revelados para preservar suas identidades. De acordo com Eliane Terezinha Mendes, coordenadora do curso de Enfermagem, todas as pessoas entre 18 e 55 anos e em bom estado geral de saúde podem ser doadores de medula.
Para se tornar um doador é bastante simples: no dia da campanha é retirada pequena quantidade de sangue (5 ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais. Em seguida, o sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar as características genéticas que podem influenciar no transplante.
Assim, o tipo de HLA do doador será incluído no cadastro e os dados cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea. Se o doador for compatível com alguns deles, outros exames de sangue serão necessários.
Segundo Eliane Terezinha, as campanhas têm como objetivo a manutenção do Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). “É através deste registro que os serviços de saúde buscam doadores compatíveis com pacientes de todo o Brasil”, afirma.
DOAÇÃO
Uma das principais dúvidas de quem quer ser um doador de medula é como e se é obrigatório após o exame de compatibilidade dar positivo.
O que precisa ficar claro é que, caso a compatibilidade com algum paciente seja confirmada, o doador não é obrigado a doar e será consultado para confirmar se deseja realizar o procedimento. É importante salientar, ainda, que quem já doou, não precisa realizar o procedimento outra vez, pois está no Redome. Neste caso, basta atualizar o cadastro, caso tenha mudado de endereço ou telefone.
Mas é importante ressaltar a dificuldade de localizar células compatíveis entre doador e receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil. Portanto, para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Enquanto que, para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
Por Franco Junior.




