
FRANCO JUNIOR
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Belo Horizonte se tornou a capital argentina na última quarta-feira (19), quando a seleção hermana enfrentou o Paraguai pelo segundo jogo do grupo B da Copa América. O resultado final não foi o esperado e o 1 a 1 faz com que a Argentina precise vencer o Catar, no domingo (23), para sonhar com a classificação.
O MUNICIPIO esteve em BH para acompanhar a partida e presenciou a invasão de torcedores argentinos na capital de Minas Gerais. Na bagagem eles traziam a esperança de deixar a classificação mais tranquila para as quartas de final. Entretanto, eles deixam Belo Horizonte com difícil missão pela vaga, mas com a esperança de que Messi, que já foi o autor do gol de empate no Mineirão, coloque a Argentina na próxima fase.
IDOLATRIA POR MESSI
Alguns argentinos estiveram no Brasil não só para ver a seleção, mas também para acompanhar de perto Lionel Messi, eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo e maior esperança para guiar o time a um tão sonhado título, que não é conquistado pela Argentina desde 1993.
Um desses hermanos é Ariel Villareal, 21, que, mesmo jovem, veio sozinho ao Brasil para ver La Pulga atuar de perto. Torcedor do pequeno Quilmes, de La Plata, Villareal diz realizar um sonho ao poder presenciar Messi em campo.
“Ele é nossa esperança, pois o time não vive bom momento. Ele é o melhor do mundo e só não é o maior da história porque tem um tal de Maradona à sua frente. Messi é nossa esperança e é um sonho poder vê-lo de perto. Vim sozinho ao Brasil para conseguir realizar esse desejo de vê-lo jogar”, destacou Ariel Villareal.
A paixão por Messi não é exclusiva dos argentinos. O chileno Rodrigo Montalba Solari, 30, também veio ao Brasil apenas para vê-lo. Mesmo com a própria seleção do Chile na disputa da Copa América, Solari não pensou duas vezes ao ter a oportunidade de ver Leo.
“Não é comum ver um chileno torcer pela Argentina, por conta da rivalidade histórica que não vem só na questão do futebol. Mas eu torço pelo Messi e essa paixão pelo camisa 10 argentino vem de berço. Meu avô e meu pai eram apaixonados por outro 10, o Maradona, e esse amor passou para mim, que posso agora acompanhar de perto o sucessor de El Pibe jogando com o mesmo número”, comentou Rodrigo Solari, que, em seu país, é torcedor da Universidad de Chile.

COMERCIANTES E FÃS DE MESSI
No entorno do estádio a concentração de argentinos foi grande e isso se refletiu também dentro do Mineirão, que teve quase 40 mil torcedores na arquibancada, sendo que a maioria era hincha da Argentina.
E uma das curiosidades do pré-jogo, em frente ao estádio, é que os argentinos Luciano Emanuel Treppo, 30, e Mauricio Sanchez, 30, faziam o chamado comércio ambulante e vendiam cerveja mais barato do que os próprios brasileiros. Entretanto, esse foi só o passatempo deles antes de entrarem no Mineirão e realizarem o sonho de ver Messi de perto.
“Ele é fantástico e é o maior do mundo da atualidade. Não podia deixar de vê-lo jogar de perto, porque um dia, quando tiver meus netos e eles me perguntarem, vou poder dizer a eles que vi Messi jogar. Se isso não fosse realizado, não sei como reagiria à pergunta”, disse Sanchez, que depois de Messi, acredita que o brasileiro Ronaldo foi, como o próprio apelido aponta, um fenômeno.
Já Treppo, mesmo com o empate em campo diante do Paraguai, acredita que La Pulga dará a classificação e, quem sabe, o título aos hermanos. “Ele é fora de série, porém a seleção não ajuda, pois os outros não estão jogando a contento. Só que ainda acredito na classificação e, depois disso, tudo muda e o título pode ser conquistado”, concluiu.




