Amamentar o bebê é uma atitude de extrema importância para a saúde da criança, tanto física – pois o leite materno é um alimento completo e fornece imunização natural- como psicológica, já que aumenta o vínculo afetivo entre mãe e filho, fazendo com que a criança se sinta protegida e querida.
Contudo, na prática, não é tão simples assim, como se bastasse segurar a criança junto ao peito para tudo acontecer automaticamente – existe uma série de cuidados que garantem que esse processo será tranquilo para ambos e os profissionais da saúde Antonio Henrique Soares Telini, médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia, e Leticia Ragassi Proeti, enfermeira obstetra pós-graduada em ‘Enfermagem em saúde da mulher: obstetrícia’ pela Uniararas deixaram algumas orientações a respeito desse assunto.
Segundo eles, já se pode começar o processo de preparo das mamas no início da gestação. “Apesar de ser um processo natural, é importante que a grávida também contribua no preparo do seio para amamentar, adotando cuidados que ajudarão a evitar problemas, como as rachaduras, escoriações, fissuras, assaduras e infecções nos mamilos e nas mamas (mastites)”, salienta Telini.

Tais cuidados incluem lavar o seio somente com água, sem usar sabonetes ou cremes rotineiramente, pois os mamilos têm uma hidratação natural que deve ser mantida durante a gravidez; não usar pomadas, cremes hidratantes ou outros produtos na região mamilo-areolar no pré-natal; não esfregar os mamilos com esponja ou toalha – prática antiga que, atualmente, não proporciona benefícios; usar um sutiã apropriado, que seja confortável, de tecido de algodão, com alças largas e boa sustentação, sem barbatanas e aros de ferro para não machucar os seios.
“A gestante deve tomar de 10 a 15 minutos de sol por dia diretamente nas aréolas e mamilos, mas só até às 10h da manhã ou depois das 16h, pois a radiação solar ajuda a espessar a pele local, tornando-a mais resistente às rachaduras e fissuras. Antes de tomar sol, a grávida deve colocar um filtro solar indicado nos seios, exceto na região mamilo-areolar. Para grávidas que não podem tomar sol, usar uma lâmpada de 40 watts a 30 cm de distância das aréolas/mamilos, diariamente por 10-15 minutos também ajuda”, diz a enfermeira Letícia.
Além de todo esse preparo, Telini e Letícia enfatizam que é fundamental esclarecer as dúvidas, conversar sobre o tema a partir do pre natal, estimular a amamentação exclusiva do bebê, desde a sala de parto até os 6 meses e complementar até os 2 anos (ou mais), pois são atitudes fundamentais para uma bem sucedida amamentação.
“A posição correta para amamentação é o fator mais importante para o seu sucesso. Para isso, a mãe deve estar sempre bem nutrida e hidratada, em um ambiente agradável, em uma posição correta e confortável. O bebê deve pegar a mama adequadamente, para que não ocorra ferimentos na região mamilo-areolar, proporcionando também uma melhor ingestão de leite e maior saciedade do bebê”, Letícia observou.

Telini completou que, para uma ‘pega’ correta, o bebê precisa abrir bem a boca antes e pegar mais a parte de baixo da aréola do que a de cima. “Os lábios deverão estar virados para fora, parecendo boca de ‘peixinho’, e as bochechas cheias, com o queixo encostado na mama da mãe, narinas livres e sem produzir nenhum outro som ao mamar, a não ser o de estar engolindo o leite”, orientou Telini.
A ilustração exemplifica as palavras do médico, sendo que, se o bebê estiver pegando somente no mamilo, com a boca mais fechada, é preciso reposicioná-lo, pois além de poder machucar o seio, o leite não sairá em boa quantidade, deixando o bebê irritado.
“Existem várias posições de amamentar, sendo as 6 melhores – deitada de lado na cama; sentada, com o bebê deitado no colo; sentada com o bebê em uma das coxas, de frente para a mama e a mãe segurando-o apoiando suas costas (ideal para bebês com mais de 3 meses, que já sustentam bem a cabeça), sentada com o bebê de lado, por baixo do seu braço (posição invertida); em pé, com o bebê deitado em seu colo e colocando uma das suas mãos entre as pernas dele, para apoiá-lo melhor; e no sling (pano porta-bebê), mantendo-o sentado ou deitado, dependendo da posição onde ele já estiver acomodado, oferecendo a mama que estiver mais próxima da boquinha dele”, detalharam os profissionais.
Telini e Letícia lembram que não há uma forma certa ou errada de segurar o seu bebê ou de amamentar – cada mãe e bebê irão encontrar a sua posição preferida juntos e o importante é que ambos se sintam confortáveis.
“Conhecer algumas posições e técnicas diferentes para amamentar pode ser útil, pois muitas vezes a vida exige que sejamos versáteis e adaptemos as informações à nossa realidade individual. Recomenda-se que a criança seja amamentada na hora que quiser e quantas vezes quiser. É o que se chama de amamentação em livre demanda”, finalizam eles.
Por Daniela Prado.





Excelente artigo. importante lembrar que eu só descobri que nós lactantes temos restrições alimentares quando levei minha filha em sua primeira consulta com o Pediatra dez dias após seu nascimento.(A primeira consulta acontece sempre após os sete, dez dias.
Até então, tudo o que tinha pra comer, eu mandava pra dentro. Já que amamentar dá uma baita fome!
Mas então o Pediatra de meus filhos me explicou que, alguns alimentos podiam fazer com que a cólica e os gases viessem com mais intensidade provocando mais dor e desconforto para o bebê.
Parabéns seu artigo ficou ótimo, estou escrevendo sobre o assunto no meu blog, dá uma olhada lá sua opinião será muito importante. abraços