Dom Vilar diz que 2019 será o ano da juventude

O bispo Dom Antônio Emídio Vilar disse que 2019 será o ano da juventude na Diocese de São João da Boa Vista. A informação foi revelada pelo religioso em visita à redação do O MUNICIPIO na tarde de quinta-feira (28).

Dom Vilar, que é um dos líderes da juventude na CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), conta que 2019 será o ‘Ano Diocesano da Juventude’, acompanhando o movimento feito pelo Papa Francisco no Sínodo sobre os jovens.

Com o tema ‘Os jovens, a Fé e o Discernimento Vocacional’, o Santo Padre ouviu a juventude e seus anseios. E neste mesmo sentido Dom Vilar vai promover o ‘Ano Diocesano da Juventude’.

“Nós faremos como Sínodo fez, a escuta. Primeiro haverá um questionário para os jovens responderem, não só os de dentro da Igreja, mas inclusive os de fora. No Sínodo tivemos respostas significativas de jovens de fora, que querem uma Igreja a serviço da humanidade, coerente com sua missão”, explica.

O bispo detalhou que primeiro vão ocorrer as escutas nas paróquias por meio dos questionários. Depois, as respostas serão reunidas nas Foranias e, no dia 25 de novembro, será realizada a Assembleia Diocesana com as lideranças jovens.

“Eles são o radar da sociedade. Muitas vezes o que eles estão sentido, falando ou expressando é o que a sociedade está sentido”, diz Dom Vilar.

Dom Vilar: bispo visitou a redação do O MUNICIPIO na tarde de quinta-feira (28) – (Foto: Franco Junior/O MUNICIPIO)

LEIGOS
O bispo também contou sobre a Escola de Formação de Leigos, que teve início no último final de semana e teve recorde de inscrições.

Segundo ele, a escola foi criada com o amadurecimento do Ano do Laicato, em 2018. “A comissão que organizou o ano é agora Conselho de Leigos da Diocese, que não havia. Com isso a primeira coisa a pensar foi a formação dos leigos da Diocese com esse curso”, narra.

E as inscrições surpreenderam Dom Vilar: foram abertas 100 vagas, mas 220 leigos se inscreveram. “Então vamos fazer outro módulo, pois a demanda está sendo impressionante”, garante.

QUARESMA
A Quaresma e a Campanha da Fraternidade também foram temas da entrevista do religioso. De acordo com ele, a Quaresma é o tempo de oração, de jejum e caridade. “Tempo da esmola, da partilha. Esse tempo forte seria o grande retiro. É importante pensar uma Quaresma com oração, ação e esse empenho de penitência, de jejum, que devem redundar na caridade. Não é uma coisa só intra, tem que ser extra também”, ensina.

Sobre a Campanha da Fraternidade, que vem com o tema ‘Fraternidade e Políticas Públicas’, Dom Vilar diz que vem de encontro com a mensagem do Papa Francisco em 1º de janeiro deste ano, quando o Santo Padre disse que ‘a boa política está a serviço da paz’.
“A Campanha da Fraternidade quer responder a participação do cristão como cidadão. Bom cristão, honesto cidadão, lema de Dom Bosco. Não adianta só eleger pessoas com seus projetos e planos de governo. É preciso acompanhar, fiscalizar. Todos nós temos nosso dever e o político também, mas a sociedade deve vigiar”, explica.

Para o bispo, é momento de todos saberem claramente quais são as urgências do país, como saúde, educação, segurança, infraestrutura urbana, esporte, lazer etc. “Estamos em momento de pensar políticas públicas, dialogar com a sociedade, com as autoridades. Claro que a Igreja faz sua parte com consciência, ela não quer jamais forçar, ela quer que se dialogue”.

Assim ele lembrou que as Campanhas da Fraternidade anteriores tiveram conquistas, como o Estatuto do Idoso. “Então, a campanha sempre tem sua contribuição para que a sociedade dê seus passos”.

DIOCESE
Há pouco mais de dois anos em São João, Dom Vilar diz que esta é uma Diocese bem estruturada e com clero numeroso. São 214 padres, sendo que 132 estão na Diocese, 67 estão em missão junto à Comunidade Providência Santíssima e 15 estão a serviço de outras localidades.

Padre Donizetti está perto de ser beatificado pela Igreja Católica

O processo para que Padre Donizetti Tavares de Lima seja declarado santo pela Igreja Católica está chegando ao final e a expectativa é que ainda este ano ele seja beatificado.

A beatificação é o último passo que antecede a canonização e neste momento do processo verifica-se a existência de um milagre póstumo, de autoria do Servo de Deus. O milagre precisa passar por uma investigação antes de ser considerado válido.

E Dom Vilar revela que em março de 2018 um milagre de Padre Donizetti já havia sido aprovado pelos médicos e teólogos, faltando apenas o Consistório dos Cardeais chancelar para que o Papa possa fazer o decreto. “Então isso já vai para um ano e acredito que sai em 2019”, aposta.

Padre Donizetti: sacerdote teria feito diversos milagres – (Foto: Arquivo/Padre Donizetti)

Na semana retrasada, o bispo esteve com o postulador das causas dos santos da Diocese sanjoanense, Paulo Vilota, e ele garantiu que deve estar para sair o decreto de beatificação do padre Donizetti.

Além do sacerdote que moveu multidões a Tambaú, Dom Vilar conta que na Diocese existem outros quatro postulantes a santo.

Irmão Roberto, de Casa Branca, é o que tem o processo mais avançado depois do padre Donizetti. “Ele deve ser declarado venerável”, diz.

O processo de Lurdinha Fontão, de São José do Rio Pardo, ainda está na fase de pesquisa sobre os testemunhos.

E, na semana retrasada, Paulo Vilota esteve em São João para iniciar dois novos processos: de Dom Tomás Vaquero e padre Mateus, de Espírito Santo do Pinhal.

Por Reinaldo Benedetti.

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