Por três décadas brilhando nas equipes em que atuou, Osvaldo José Felipe, o conhecido Osvaldinho do Bar Palmeiras, nos deixou aos 84 anos na última segunda-feira (25), deixando um legado insofismável como esposo, pai, avô e amigo querido.
Com porte elegante e uniforme impecável, era diferenciado como goleiro para os padrões da sua época. Além do que, sua habilidade com a perna esquerda o credenciava a cobrar com maestria faltas e pênaltis, como também exercia com extrema eficiência as demais funções que a posição exigia, demonstrando elasticidade e colocação quando os adversários assim o exigiam.
Osvaldinho tinha uma característica marcante, detestava usar luvas de goleiro, apenas colocava esparadrapos nos punhos, por cima da camisa preta de mangas compridas, que gostava de usar. Chamava a atenção.

O GOSTO PELO FUTEBOL
Ainda garoto, Osvaldinho começou a frequentar o tradicional Bar Palmeiras, ponto de encontro de futebolistas no final da avenida Dona Gertrudes que o pai, Estevão Felipe, houvera adquirido no início dos anos 1940 e em pleno funcionamento até hoje através da família. O ambiente o contagiava, e ele já se imaginava um futuro jogador, obsessivo por algum motivo em se tornar goleiro.
No final desta década é levado a treinar no infantil do Palmeiras, de onde segue para os juvenis da Esportiva, na época referência no Estado de São Paulo no futebol profissional.
Em plena evolução na rubro-negra, aos 16 anos integra ao time amador, em 1951, para três anos depois, antes de completar 20 anos, ser profissionalizado e se tornar titular.

AS MELHORES FASES
As atuações de Osvaldinho na Esportiva chamaram a atenção da Caldense no final dos anos 1950. Integrado ao time de Poços de Caldas foi um dos goleiros e peça fundamental na manutenção da incrível série de 57 partidas invictas da Veterana, nas temporadas 1960/61, feito de reconhecimento nacional e lembrado até os dias atuais pelos torcedores alviverdes.
Com o Bar Palmeiras em seu nome por presente do pai, em 1961 recebeu um convite do Rosário Futebol Clube e retornou a São João, sendo fundamental no maior título da história do Galo da Saldanha, naquele ano, o de campeão amador estadual. A final, inesquecível, ocorreu com o Vasco de São José do Rio Pardo no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
Em 1963 disputou a 3ª Divisão pelo Palmeiras e, em sequência, retornou à Esportiva, jogou ainda no Pratinha e na Vargeana, para fechar com chave de ouro a carreira conquistando o bicampeonato amador 1964/65 com o Jabaquara.
Osvaldinho José Felipe deixa a esposa Helenice, os filhos Osvaldo Júnior, Ricardo, Rodolfo, Cristina e Cristiane, oito netos e uma legião de amigos.
Matéria especial
Por Leivinha Oliveira e Pedro Souza.




