O diabetes, condição crônica que ocorre quando o organismo não produz ou usa o hormônio insulina, acomete cerca de 425 milhões de pessoas em todo o mundo, montante do qual 212 milhões ainda não foram diagnosticados com a doença.
O tipo 2, forma mais comum do Diabetes, corresponde a mais de 91% dos casos, em países desenvolvidos e, em virtude das complicações associadas ao diabetes, como os altos índices de açúcar no sangue, a hipertensão arterial e a obesidade, a doença cardiovascular é a maior complicação e a principal causa de morte associada a esta patologia.
Contudo, a revista científica Circulation, publicada pela Lippincott Williams & Wilkins para a American Heart Association, divulgou novos resultados de um estudo clínico – o Empa-Reg Outcome-, que mostraram que o uso do medicamento empagliflozina para tratamento do diabetes teve um impacto positivo na expectativa de vida em adultos com o tipo 2 e doenças cardiovasculares estabelecidas.
A empagliflozina, comercializada como ‘Jardiance’ é considerado o primeiro medicamento de diabetes tipo 2 a incluir dados de redução de risco de morte cardiovascular em sua bula, e utilizado em vários países.

Atua como um inibidor de cotransportador de sódio 2 (SGLT-2) altamente seletivo e é administrado oralmente, uma vez ao dia.
No referido estudo, por meio de análises estatísticas e assumindo que os benefícios demonstrados continuam consistentes com o uso a longo prazo, comprovou-se que a empagliflozina aumentou a expectativa de vida dos pacientes com diabetes e doenças cardiovasculares entre 1 e 4,5 anos em média, dependendo da idade, comparado ao placebo.
A sobrevivência média de pessoas com 45 anos de idade, tratadas com empagliflozina, seria de 32,1 anos enquanto, nas que receberam o placebo, a média seria de 27,6 anos – diferença de 4,5 anos; em pessoas com 50, 60, 70 e 80 anos de idade, a média de sobrevida, da empagliflozina para o placebo teria adicional de 3,1 anos, 2,5 anos, 2 anos e 1 ano, respectivamente.
Os primeiros resultados do estudo clínico Empa-Reg Outcome*, publicado no ‘New England Journal of Medicine’, em setembro de 2015, demonstraram que, com o uso deste medicamento, a redução era de 38% do risco de morte cardiovascular em pessoas com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida, comparada com o placebo, em um período de 3,1 anos.

“Para uma pessoa de 60 anos que vive com diabetes tipo 2, que já teve um evento cardiovascular, estudos anteriores estimam que a expectativa de vida pode ser reduzida em até 12 anos em comparação com alguém da mesma idade sem essas condições”, comentou Brian Claggett, Ph.D. da Divisão de Medicina Cardiovascular do Hospital Brigham and Women e principal autor do artigo publicado na Circulation.
E acrescentou que esta última análise estima que a empagliflozina é capaz de prolongar a vida de uma pessoa com diabetes tipo 2 em cerca de dois anos e meio.
*Empa-Reg Outcome foi um estudo de longo prazo que envolvia o uso controlado de placebo e do qual participaram mais de 7 mil pessoas com diabetes tipo 2 e alto risco para doenças cardiovasculares, de 42 países.
No site https://connects.catalyst.harvard.edu/Profiles/display/Person/84773 você encontra particularidades profissionais sobre Brian Claggett.
Por Daniela Prado.




