Imóveis no Centro estão interditados há mais de cinco anos

Após mais de cinco anos, o problema com os prédios interditados devido à ruptura de uma tubulação de água da Sabesp pode estar perto de ser revolvido. Isso porque, os proprietários de dois dos três imóveis, depois de processos judiciais contra a Companhia de Saneamento Básico, agora aguardam detalhes para que possam reformá-los e/ou demoli-los.

Esses dois prédios são de propriedade da família Ruga. Em contato com João Batista Ruga Júnior, ele explicou que o caso está perto de um desfecho. “Um dos imóveis poderá ser reformado e já entramos com o pedido de reforma. No outro, no entanto, o Condephic [Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural e Ambiental] deseja preservar a fachada do local, mas a perícia aponta que necessita ser demolido. Temos uma reunião, nos próximos dias, para acerta essa situação”, revelou.

A Prefeitura de São João, por meio do coronel Ademir Aparecido Ramos, que é o coordenador da Defesa Civil de São João da Boa Vista, confirma que o pedido de demolição e reforma foi feito, mas aponta que ainda não se tem uma solução desse processo. Por conta disso, “até o momento, para a Defesa Civil, o local continua interditado”, descreveu o coronel Ademir.

A Sabesp, em contrapartida, informou ao O MUNICIPIO que os processos seguem tramitando no Poder Judiciário, e a empresa aguarda a decisão final.

Prédios: estão totalmente inutilizados desde outubro de 2013, quando ruptura de tubulação danificou estrutura dos imóveis – (Foto: Franco Junior/O MUNICIPIO)

IMPACTO NEGATIVO
Devido à interdição dos imóveis, há cinco anos foi improvisada passagem para pedestres em frente ao local e o estacionamento de veículos ficou proibido no trecho. De acordo com a ACE (Associação Comercial e Empresarial), esta situação impacta a todos nas imediações.

“A interdição e obstrução das calçadas causam problemas para o trânsito, retiram vagas de estacionamento e também geram problemas para os pedestres, que precisam desviar dos tapumes pela rua. Além disso, há riscos ligados à saúde pública, como depósito de lixo e outros produtos, que podem acabar atraindo insetos e roedores”, relatou a ACE em nota enviada à reportagem.

A entidade disse entender a necessidade da interdição dos prédios pela Defesa Civil, mas ponderou ser “necessário que o impasse seja resolvido o mais rápido possível e que a Justiça encontre uma saída mediada entre os envolvidos”.

PARA LEMBRAR
A ruptura de uma tubulação de água da Sabesp resultou na interdição de quatro estabelecimentos comerciais, na avenida Dona Gertrudes, no dia 14 de outubro de 2013.
Os prédios foram interditados pela prefeitura e, de acordo com o engenheiro responsável, Fred Marcon Westin, foi detectado o vazamento em grande escala de uma ligação de água em uma das lojas, o que deixou o subsolo do local infiltrando.

“A interdição ocorreu em função das trincas que vinham desde o chão. Por isso foi isolado o local, juntamente com outros três pontos comerciais, para evitar que o prédio pudesse ruir e machucar alguém”, apontou o engenheiro, naquele dia.

A interdição ocorreu por volta das 17h de uma segunda-feira, após Corpo de Bombeiros e engenheiros da prefeitura e do imóvel comparecerem ao local e detectarem o ponto de vazamento, o que resultou no isolamento.

Em contato com o gerente do setor técnico da Sabesp em São João (na época), Hernan Criscolo, ele explicou que a ruptura ocorreu no final de semana. No entanto, ela se rompeu aos poucos, até estourar como um todo. Dessa forma, a companhia fez uma análise em relação à estrutura dos prédios.

Na época, Hernan disse que a Sabesp esperava liberar os estabelecimentos para voltarem aos serviços normais, mas o fato não ocorreu, o que fez a situação parar na Justiça.

Por Franco Junior.

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