Crianças adoram guloseimas e, quando as aulas retornam, para a maioria delas é irresistível não querer levar de lanche bolachas recheadas, refrigerantes e sanduíches com hamburger, por exemplo.
Pensando nisso, a reportagem do O MUNICIPIO pediu ajuda para a nutricionista Izabela Moraes Gondin.
Izabela confirmou que os pais podem, sim, preparar bolos e doces de maneira que não se perca o sabor mas se utilize produtos mais naturais. “Hoje, com tantas opções de produtos gourmet, integrais, funcionais, dá para se fazer um bolo de cenoura mais light, um bolo de chocolate menos calórico e manter um sabor muito próximo do real ou até melhor”, analisou a nutricionista.
E citou alguns itens para compor um cardápio saudável para a lancheira, como água, água de coco, suco natural, iogurte, frutas, barra de oleoginosas, lanches com pão integral, bolo caseiro, pão / biscoitos caseiros e cereais integrais, como granola e aveia.
Sobre como deveria ser uma lancheira, Izabela destacou que, em primeiro lugar, é importante se certificar do horário de estudo da criança, mas o mais importante é que o grupo alimentar esteja completo. “Deve-se considerar sempre a combinação fruta ou legume + carboidrato + proteína + bebida”, disse.

E pontuou que a questão da vontade de comer algo ‘proibido’, como coxinha, refrigerante e hambúrguer se repete todos os dias, em milhares de escolas públicas ou particulares e, se deixar pela criança, comeria isso todos os dias no lanche.
“Os pais podem e devem impedir o consumo diário dessas bem conhecidas ‘calorias vazias’, que não agregam quase nada de nutrientes, somente calorias e gorduras! Uma outra forma de driblar isso é controlar o dinheiro para a escola, ou ainda levar o lanche de casa e permitir que essa escolha seja feita pelo menos uma vez por semana”, acentuou a nutricionista.
Izabela lembrou que a fase em que se inicia a alimentação saudável é ainda dentro do útero. “O bebê pode nascer com potencial para gostar de Rock, Pop, mas se o estilo de música que se ouve em casa for MPB, haverá grandes chances dele curtir esse tipo de som; isso acontece também com a alimentação. É ainda no ventre da mãe que o paladar começa a ser formado”, advertiu ela, completando que, no último trimestre da gravidez, o feto engole pequenas quantidades do líquido amniótico que pode estar levemente “temperado” por substâncias presentes nos alimentos ingeridos pela mãe.
Há indícios importantes de que esses sabores ficam registrados no cérebro do bebê e Izabela completou que os nutrientes presentes nos alimentos consumidos pela mãe chegam ao feto por intermédio da placenta.
“As preferências alimentares que adquirimos na infância e mantemos na vida adulta são, em grande parte, decorrentes das escolhas dos pais. A educação alimentar é formada até os 3 anos de idade, por isso os dois primeiros anos de vida do bebê são cruciais para solidificar bons hábitos. Após isso pode se ir moldando, trocando alimentos, apresentá-los com outro preparo”, finalizou a nutricionista, concluindo que o importante é apresentar os alimentos individualmente para a criança, para poder descobrir um pouco das preferências alimentares e fazer com que elas aprendam a comer uma ou mais refeições completas e nutritivas.
Para entrar em contato com Izabela, acesse o Instagram: belaizanutri.
Por Daniela Prado.




