Enxaqueca aparece entre principais causas de afastamento do trabalho

Primeiro vem aquela dor de cabeça, persistente e muito forte, que chega a durar até 72 horas e que nem sempre os remédios ajudam a combater e… enxaqueca à vista.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que a enxaqueca é a décima doença mais incapacitante, atingindo 15% da população mundial, sendo que no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o problema atinge mais mulheres do que homens.

Pensando nisso, a reportagem do O MUNICIPIO entrou em contato com Leonardo Lo Duca, médico neurologista e neurocirurgião, para saber outros detalhes a respeito da  patologia.

(Foto: Reprodução/Thinkstock)

Lo Duca recorda que, na classificação da IHS (International Headache Society), sigla em inglês para Sociedade Internacional de Cefaleias, a enxaqueca está incluída no grupo de cefaléias primárias, sendo considerada por alguns autores mais incapacitante do que doenças como a hipertensão arterial, a osteoartrite e a diabetes.

“Afeta cerca de 15% da população mundial. Acarreta, além do sofrimento individual, prejuízo econômico de custos diretos, que envolvem atenção médica, medicamentos; e indiretos, que levam à diminuição da produtividade e falta ao trabalho”, destacou.

Quanto aos fatores associados à enxaqueca descritos na literatura, o neurologista analisou que há consenso de que as mulheres são as mais afetadas, provavelmente devido a fatores hormonais. “Outros determinantes de enxaqueca, tais como idade, cor da pele, nível socioeconômico, uso de anticoncepcionais e outros hormônios são também mencionados [na literatura]. Alguns alimentos contendo glutamato sódico, tiamina, nitrato, aspartame e álcool podem desencadeá-la”, salientou.

(Infográfico/O MUNICIPIO)

Em relação à idade, Leonardo ressaltou que a maior parte dos estudos mostra maior prevalência de enxaqueca no adulto jovem, entre 25 e 45 anos de idade. “Não existe atualmente um consenso sobre a etiologia do problema, porém sabe-se que tem origem vascular. Manifesta-se geralmente como uma cefaléia unilateral, latejante, com fono e fotofobia e pode causar náuseas e eventualmente vômitos”, citou.

E completou que a enxaqueca apresenta períodos de melhora ao repouso e piora ao mínimo esforço, com frequência que pode ser de até 4 vezes ao mês, com duração de 2 a 72 horas. “A enxaqueca não tem cura, porém pode ser controlada com uso de medicações adequadas. Embora o tratamento seja individualizado, o uso de antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes e bloqueadores de canais de cálcio estão entre as opções de medicações para controle da doença”, finalizou.

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