As recentes obras de reforma na única agência do Banco do Brasil em São João da Boa Vista vêm causando transtornos a correntistas e não correntistas nesta semana. A maioria dos usuários revoltou-se com as longas filas na entrada da unidade, bem como a demora no atendimento e o cancelamento de alguns serviços obrigatoriamente prestados pelo banco.
Na tarde desta quarta-feira (5), pessoas que aguardavam por atendimento na fila reclamaram da demora, inclusive para ingressar no interior da agência. Houve quem chegou a esperar mais de duas horas para pagar um boleto, mas não conseguiu.

Um dos usuários, o funcionário público municipal Carlos Augusto Castilho, 38, compareceu à unidade para pagar uma duplicata, por volta das 12h15, e foi orientado a dirigir-se ao único correspondente bancário há poucos metros da agência. No entanto, nem lá ele conseguiu realizar o pagamento. Revoltado, ele retornou ao estabelecimento e protestou pela falta de comunicação da agência com os usuários que por ali estavam. “É uma falta de respeito, ninguém dá orientação e ainda nos fazem de ‘bobos’. Faz mais de duas horas que não consigo efetuar um pagamento”, reclamou.
Ainda pela manhã, o empresário Bruno Daniel, 28, procurou a reportagem do O MUNICIPIO relatando que, na terça-feira (4), esteve na agência para depositar um cheque, enfrentou uma longa fila à porta e, quando foi liberado para entrar na agência, uma atendente informou que os caixas eletrônicos não estavam funcionando.

“Inclusive, os balcões que comportam os envelopes de depósito estavam bloqueando a passagem das pessoas. Ainda disse que não havia a possibilidade de efetuar saques e que quem precisasse deveria se locomover aos caixas eletrônicos 24 horas dos supermercados Big Bom e Sempre Vale ou na rodoviária (Terminal Rodoviário Intermunicipal)”, disse.
Segundo Daniel, ao questionar a funcionária sobre depósito de cheques, a mesma teria informado que os caixas não estavam realizando a operação. “Pelo que entendi, nem lá dentro na ‘boca’ dos caixas. Mas eu também podia descontar o cheque. No entanto, ela me informou que nem isso eu poderia fazer”, afirmou.
Na sequência, o empresário foi orientado a procurar o mesmo correspondente bancário, onde também não foi procedido o depósito por conta do horário – o local estaria realizando depósitos até as 11h da manhã.
O professor Wesley Moreira, 19, reclamou que não permitiram que ele realizasse saques e que também foi orientado a procurar caixas-eletrônicos 24 horas em outros pontos da cidade.

TEMPO DE ATENDIMENTO
Outro fato cotidiano que tem tornado-se uma constância nas agências bancárias da cidade – públicas ou privadas – é a longa espera no atendimento interno, extrapolando os 15 minutos estipulados por lei.
Há relatos de pessoas que chegam a ficar mais de uma hora para receber atendimento físico nos caixas, especialmente nos dias de pagamento a aposentados e pensionista.
BANCO DO BRASIL
A assessoria de imprensa do Banco do Brasil em Brasília (DF) foi procurada para esclarecer os transtornos reportados e para apontar que providências seriam adotadas para amenizar os problemas citados.
Nesta quinta-feira (6), o órgão de imprensa informou que está apurando o caso e que encaminhará nota à reportagem.
Por Ignácio Garcia.




