O gerente do posto de combustíveis Trevo de Prata, localizado à avenida Brasília (em frente ao Big Bom), foi preso em flagrante por estelionato e contrabando. A.B.N., de 42 anos, mantinha no comércio um chip adulterador de bomba de combustível e pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai.
Ele acabou preso durante operação conjunta do Ministério Público de São João da Boa Vista, das polícias Civil e Militar, Instituto de Criminalística e Fazenda Pública, na manhã desta sexta-feira (23), em diversos postos de combustíveis da cidade.
A força-tarefa foi deflagrada para apurar possíveis irregularidades nos produtos oferecidos pelos estabelecimentos. A ação visou, ainda, o combate à fraudes durante as vendas. Ao total, nove postos foram fiscalizados após denúncias.
Entre os estabelecimentos averiguados estão: Posto Trevo de Prata (interditado), Posto Vegas, Posto Guaçu Brasil (as duas unidades, uma à avenida João Osório e outra à rua Dr. João Batista de Almeida Barbosa), Auto Posto Bom Jesus, Posto Chuá, Maga São João, Auto Posto Bela Vista e Posto Serv Bem.

CHIP
Segundo o promotor de Justiça Nelson de Barros O’Reilly Filho, durante as vendas no Posto Trevo de Prata, o dispositivo apreendido era acionado e possibilitava o fornecimento de combustíveis em quantidades menores aos consumidores, ao contrário do que realmente era mostrado na bomba.
No local também ficou constatado que a gasolina possuía 38% de álcool em sua composição, cerca de 10% a mais do que o permitido.

Ainda em cumprimento ao mandado de busca e apreensão judicial, foram localizados, no posto, os pacotes de cigarros contrabandeados.
De acordo com o Boletim de Ocorrência nº.: 5.394/2018, o próprio suspeito informou ter mais pacotes na residência dele e, em diligência feita no imóvel, foram apreendidos mais cigarros provenientes do contrabando. No total, 9.540 pacotes foram apreendidos.
Levado à Central de Polícia Judiciária, A.B.N foi ouvido, indiciado e recolhido à prisão na Cadeia Pública, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Ainda foram apreendidos, segundo o delegado seccional, Paulo Hadich, R$ 37.389,25 em dinheiro e mais três CPUs (Central ProcessUnits), sigla em inglês para Unidades Centrais de Processamento.
O subcomandante da Polícia Militar, major Alexandre Bergamasco, ressaltou que em nenhum dos estabelecimentos houve resistência ou impedimento ao trabalho das equipes.
Todos os postos averiguados foram liberados e já funcionam normalmente. Apenas o Trevo de Prata está interditado e o Ministério Público está requerendo seu fechamento definitivo. “O local já estava desde o dia 13 sem licença para vender combustível, além de ser um espaço em que ocorrem diversas ocorrências de tráfico de drogas”, disse o promotor.

ANÁLISES LABORATORIAIS
Os responsáveis pela operação explicam que amostras de todos os postos foram coletadas e serão analisadas em laboratório. Assim, possíveis adulterações de combustíveis podem ser descobertas após os resultados.
Por Franco Junior e Ignácio Garcia.




