Após 11 anos, obras da represa iniciam com monitoramento de fauna nesta segunda (29)

Etapa 1: start das obras começa com monitoramento de fauna em área de 60 hectares (Divulgação/Prefeitura de São João)

O primeiro estágio das obras de construção da represa de São João da Boa Vista começa com o monitoramento de fauna nesta segunda-feira (29), aproximadamente 11 anos após renovação de convênio de distribuição e tratamento de água na cidade entre Prefeitura de São João e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A barragem do Rio Jaguari-Mirim – nas imediações da Ponte do Arco – ocupará área total de 60 hectares, o equivalente a dezenas de campos de futebol. Posteriormente, nas demais etapas, haverá a movimentação de terra e construção do barramento.

“Estamos iniciando, no dia 29 de junho, os trabalhos da campanha de monitoramento de fauna prevista na Licença Ambiental de instalação da barragem. Esse trabalho consiste em monitorar a fauna: mamíferos, répteis e aves em pontos específicos, que continuarão a ser acompanhados durante as obras”, garantiu o engenheiro Julio de Almeida Lino, diretor do Departamento de Gestão e Planejamento Urbano da Prefeitura.

“Já as grandes licitações dos serviços de supressão vegetal e de construção do barramento devem ser publicadas no próximo mês pelo Departamento Administrativo”, antecipou.

Mapa: imagem do Google View mostra dimensão da represa às margens da rodovia SP-340 (Divulgação/Prefeitura de São João)

MAPA E PROJETO EXCLUSIVOS
Em 12 de março, o mapa e projeto em 3D (terceira dimensão) da represa foram divulgados após algumas alterações no projeto original, em atendimento à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

“Tivemos que fazer algumas alterações no projeto original da represa para atender à Cetesb; contratamos, também, na Prefeitura, um engenheiro para nos auxiliar em todo o processo licitatório da represa e na fiscalização. É um engenheiro de barragem, que cuidará de todo o processo”, afirmou o prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB), há pouco mais de três meses.

Pelo mapa que integra o projeto, do total de 60 hectares, 20 deles serão compostos pelo espelho d’água.

No que tange à área de lazer em volta da represa, haverá playground (3), área de ginástica destinada à terceira idade (2), quatro praias – sendo três maiores e uma mini -, quadras poliesportivas (3), três campos de futebol – dois deles mini -, pista de skate (1), anfiteatro (1), quiosques (3), sanitários (2), decks (4), três estacionamentos para veículos e oito entradas, duas delas com acesso pela barragem.

VALORES
Conforme noticiado recentemente, o valor da construção, de alçada da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e que anteriormente era de R$ 17 milhões, passou para R$ 40 milhões.

Nos trâmites, a Prefeitura conseguiu que a empresa destinasse parte da arrecadação mensal aos cofres municipais, tornando possível – somado ao empréstimo de R$ 25 milhões junto à Caixa Econômica Federal – a edificação do empreendimento.

“[Com o valor superior para a obra] começamos a negociar com a Sabesp para ver como poderíamos fazer com essa diferença, pois eu tinha R$ 17 milhões e precisaria do restante para inteirar R$ 40 milhões, que é o valor da obra. Temos ainda 18 anos de contrato com a Sabesp e fiz a seguinte negociação com eles: prorrogação do prazo por mais dez anos e a Sabesp vai me dar 4% da arrecadação mensal deles em São João”, justificou o prefeito, na ocasião.

FINANCIAMENTO
Segundo Vanderlei, o financiamento de R$ 25 milhões junto à Caixa poderá ser pago em dez anos, com carência de mais dois. De acordo com ele, apenas com a verba que entrará dos 4% do faturamento da Sabesp, será possível quase “empatar com o valor do empréstimo”.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here