Expansão de avenida economiza R$ 3 milhões com terceirização

Executado sem terceirização, que custaria em torno de R$ 3 milhões aos cofres, prolongamento deve melhorar mobilidade urbana (Divulgação/Prefeitura de São João)

O prolongamento da avenida Prof.ª Isette Corrêa Fontão, no trecho entre o campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o residencial Areias até o Jardim São Nicolau (DER), pretende oferecer melhores condições de tráfego aos motoristas, especialmente aos moradores daquela região de São João da Boa Vista.

Principal via de acesso às regiões do Jardim Ipê e Parque dos Resedás, a expansão compreende 800 metros lineares de obras pavimentadas. Ao final da execução, o prolongamento contará ainda com faixa de 26 metros na lateral com calçadas, arborização, iluminação LED, entre outras melhorias.

Projetados por engenheiros do Departamento Municipal de Gestão e Planejamento Urbano, os trabalhos de limpeza para a execução da terraplanagem e, posteriormente, drenagem da área, são realizados por servidores do Departamento de Obras e Serviços Públicos.

Segundo O MUNICIPIO apurou junto à Prefeitura de São João, o projeto seria terceirizado e a estimativa inicial era que o custo das obras – do início ao fim – ultrapassasse a casa dos R$ 3 milhões.

Todavia, diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e já com previsão de queda de arrecadação, o Executivo optou pela mão de obra própria para economizar recursos e não onerar ainda mais o caixa (da Prefeitura).

De acordo com o diretor do Departamento Municipal de Gestão e Planejamento Urbano, engenheiro Julio Luís de Almeida Lino, “com a pandemia, o prefeito [Vanderlei Borges de Carvalho] achou melhor que a gente faça [fizesse] com equipamentos e mão de obra da Prefeitura. E, com isso, a gente vai conseguir economizar bastante. Os moradores vão ter uma ligação entre o São Nicolau [DER] e a região do Ipê, Azaleias até o Resedás. Vai ser uma melhoria de mobilidade e segurança para o tráfego”, completou Almeida Lino.

Ligação: avenida Isette Fontão fará conexão entre Jardim São Nicolau (DER) e campus da Unesp (Divulgação/Prefeitura de São João)

ALÇA VIÁRIA
Em meio a isso, o projeto de construção de uma alça viária nas imediações da Unesp, na rodovia Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-342), que liga São João a Espírito Santo do Pinhal, já foi aprovado pela Agência Reguladora do Estado de São Paulo (Artesp), porém, aguarda autorização do governo estadual.

Três empreendimentos previstos na região do campus

Além das obras de mobilidade urbana na avenida Isette Corrêa Fontão, o cronograma de desenvolvimento da cidade conta com o surgimento de dois empreendimentos anunciados pela Prefeitura, ambos de frente para a via.

Um deles é a construção do DOM Hotel, anunciado em 2 de dezembro de 2019. A estrutura terá 96 apartamentos, centro de convenções para 500 pessoas, 185 vagas de estacionamento e previsão de 40 empregos diretos.

O outro empreendimento é uma rede atacadista, que teve as obras de terraplanagem iniciadas nesta semana.

Conforme antecipado pelo O MUNICIPIO em 11 de março, portanto, há pouco mais de dois meses, este trata-se do Spani Atacadista, do Grupo Zaragoza, que investirá aproximadamente R$ 25 milhões e vai gerar cerca de 250 empregos diretos. A previsão de inauguração é para o fim do segundo semestre de 2020.

A loja da irá ocupar área total de 6.500 m², sendo 4.500 m² dedicados à área de vendas, disponibilizará 28 check-outs, estacionamento para 280 veículos, além de um mix de mais de 10 mil produtos dos setores de açougue, bebidas, frios, laticínios, hortifrútis, importados, mercearia, higiene e limpeza.

Detentor de 26 lojas, o Spani é considerado – pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) – a 15ª maior empresa do segmento no País.

Em entrevista ao programa de rádio Em Dia com a Prefeitura, em 7 de março, o prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB) citou, além do Spani, um terceiro empreendimento.

“E é uma área estratégica, porque fica à beira da estrada [rodovia], e não vai abranger somente a população de São João, mas também a população da região. Se considerarmos os 250 empregos no Spani, que é o ‘atacadão’, mais a futura loja de materiais de construção [nos moldes da Telha Norte], vai chegar entre 400 e 500 empregos naquela região, o que é importantíssimo nesse momento que o País vive, com crescimento econômico muito pequeno. E o comércio é algo que dá uma resposta rápida, bem como a construção civil”, disse, na ocasião.

Segundo a reportagem apurou, a princípio, todos esses empreendimentos mantiveram seus projetos de instalação em São João, mesmo diante da pandemia.

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