Em busca de mão de obra qualificada

Depois de anos de recessão, um dos períodos mais dramáticos para a economia brasileira, que acarretaram especialmente em altas taxas de desemprego, hoje com cerca de 12.5 milhões de desempregados e 38.8 milhões de trabalhadores na informalidade (número que já foi pior nos anos anteriores), vemos agora o início de uma recuperação.

Sem dúvida um processo menos rápido do que muitos desejariam, mas está em um ritmo esperado, especialmente se considerarmos a conjuntura mundial, destacando a guerra comercial entra Estados Unidos e China e as crises políticas na América Latina, todos estes sendo nossos principais parceiros comerciais.

A crise acaba acarretando na necessidade de as empresas investirem em mais automatização e eficiência, para produzirem mais com menos funcionários e menores custos e conseguirem se manter de pé.

Com isto, os empregados que se mantém e os que, agora na retomada da economia, são contratados, são os mais especializados, com mais cursos e mais experiência.
E aí vemos como estamos despreparados para este novo cenário.

Estima-se que em 2030 teremos 5.7 milhões de postos com funcionários sem competência ideal, segundo uma pesquisa realizada pela Korn Ferry (empresa de recursos humanos).

As profissões com maior carência são as relacionadas ao desenvolvimento digital e tecnológico, como segurança da informação, cientista de dados, marketing digital e desenvolvimento de produtos tecnológicos.

Mas também devemos destacar as especialidades procuradas em cada município, segundo às necessidades da indústria local.

Como sempre, busco entender a raiz do problema e é bem comum que chegue sempre na mesma conclusão para a maioria das questões estruturais de nosso país: optamos por focar no ensino universitário em detrimento do infantil.

Quem consegue fazer faculdade são, em sua grande maioria, os que tiveram acesso às escolas particulares ou às poucas públicas de maior qualidade.

Passamos a diminuir a importância do ensino técnico, quando deveríamos torna-lo imprescindível para os jovens do ensino médio.

Enquanto não desenvolvermos uma política de valorização da educação infantil, essa carência de mão de obra especializada vai se aprofundar cada vez mais.

Temos que preparar nossos jovens para o mundo que encontrarão, alta competição e ofícios que demandam cada vez mais especialização e capacitação.


Carol Curimbaba é administradora pela FGV, MBA na FIA e Babson e Empreendedora social. Seu contato por email é [email protected] e pelas mídias sociais @carolcurimbaba

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1 COMENTÁRIO

  1. Parei de ler quando ela diz ser menos qualificado quem foi desligado do trabalho… texto ridículo, sem base e fontes.
    Num país onde foram excluídas do MEI as profissões de músico, cantor, humorista, e outras na área das artes, dizer que o desemprego é causado por falta de mão de obra especializada, é ignorância. É prova que os profissionais ruins, e que fazem tudo nas coxas e com achismo, continuam bem empregados e postando matérias em jornais.

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