Black Friday é nesta sexta, mas exige bastante cautela

A próxima sexta-feira, dia 24 de novembro, é uma das datas mais esperadas pelos consumidores brasileiros. Isso porque no país é realizada a Black Friday, movimento importado dos Estados Unidos e que oferece produtos com grandes descontos, exatamente um mês antes do Natal.

A ideia da Black Friday é exatamente iniciar a estação de compras até o Natal e, para os americanos, já é considerada a data mais importante do calendário varejista.

No Brasil, a Black Friday chegou em 2010 e foi totalmente online. Na ocasião, mais de 50 lojas do varejo nacional participaram.

Em 2013, a Black Friday no Brasil bateu seu recorde, faturando R$ 770 milhões em comércio online.

Segundo a consultoria E-Bit, em 2014, a data gerou R$ 1,2 bilhão em vendas somente na internet, o que corresponde a 3,5% do faturamento anual, consolidando assim a Black Friday como uma das datas mais importantes para o comércio online brasileiro.

Em 2016, as vendas cresceram 17%, chegando a R$ 2,1 bi, mas acabou decepcionando muitos lojistas, que esperavam um crescimento ainda maior, freado por conta da crise econômica enfrentada no país.

Mas um dos grandes vilões da Black Friday no Brasil é a veracidade dos descontos, o que leva os consumidores a desistirem de comprar.

Tem sido comum nos últimos anos o uso de artimanhas para enganar o público. Tem lojas que sobem os preços semanas antes para, depois, com o desconto, vender o produto no preço praticado o ano todo. E tem empresa que nem se dá ao luxo de subir e anuncia o valor praticado normalmente como se estivesse com desconto.

Essas práticas acabam influenciando e enganando o consumidor, o que motivou o surgimento de legislações pelo  Brasil e cartilhas de dicas para não cair em golpes na Black Friday.

A Câmara de vereadores de Goiânia, por exemplo, quer evitar as fraudes no anúncio de promoções no comércio durante a Black Friday e criou um projeto de lei que obriga as lojas que derem descontos a partir de 20% a mostrar o histórico dos preços nos últimos 12 meses. Assim, o consumidor conseguiria saber se houve aumento no valor do produto antes das liquidações.

 

CONFIRA DICAS PARA SE DAR BEM NA BLACK FRIDAY 

Algumas condutas podem evitar que o consumidor seja enganado e podem, inclusive, permitir uma compra realmente vantajosa.

A principal orientação: passar longe das lojas que o Procon SP aponta como não indicadas. A entidade organizou uma lista com mais de 500 estabelecimentos comerciais que não agiram de forma responsável no passado, para que os consumidores os evitem e não tenham problemas ao comprar durante o evento.

A lista é organizada por nome das lojas e traz informações sobre seus responsáveis e sua situação atual de funcionamento.

Outra dica importante é pesquisar os preços antes da Black Friday. “Esta dica parece óbvia, mas não pesquisar o preço daquilo que você quer comprar é um erro comum e as lojas que utilizam a Black Friday para atrair clientes sem oferecer descontos reais deitam e rolam quando os consumidores se desorganizam dessa forma”, dizem os especialistas nesta data.

Alguns dos sites e aplicativos mais usados para o monitoramento dos preços antes e durante a Black Friday são o Zoom (iOS/Android), o Buscapé (Android/iOS) e o Bondfaro (Android).

Pesquisar consumidores insatisfeitos também pode ajudar a mapear as lojas que não são idôneas. O site “Reclame Aqui” lançou uma área especial para atender as demandas da Black Friday 2017 e que vai oferecer aos usuários o histórico de preço dos produtos mais procurados nos três meses que antecedem o evento. Outro recurso oferecido pelo site é um espaço para os consumidores avaliarem as empresas participantes. Durante o dia 24 será exibido, com atualizações em tempo real, um ranking das empresas com mais reclamações pelos usuários e também uma lista com as empresas que mais ofertaram descontos significativos durante a Black Friday.

Por fim, desconfiar de descontos mirabolantes é uma conduta de prevenção. “Às vezes ficamos tão ávidos por ofertas durante a Black Friday que nos tornamos vulneráveis a falcatruas. E quem quer aplicar golpes nos consumidores vê a data comercial como um evento cheio de oportunidades. Promoções falsas são enviadas por e-mail e por WhatsApp e é necessário manter a atenção e procurar informações sobre as ofertas veiculadas”, recomendam profissionais especialistas em promoções varejistas.

 

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