As notícias abaixo são referentes a edição nº 8504 do dia 4/4/2009  
 
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Opinião - Artigo
Março de 1964, graças a Deus!
Jornal O Municipio

Escrevo aos 31 de Março de 1964. Há exatamente quarenta e cinco anos, o General Olympio Mourão Filho levantava a guarnição de Juiz de Fora, nas Minas Gerais, iniciando o movimento de tropas que culminou com a deposição de João Goulart, e com o início do ciclo dos Presidentes militares. Começava a Revolução de Março de 1964. E muito tem que ser dito a respeito do assunto, em função da campanha sistemática de desinformação que, a propósito do Movimento de 64, tem sido feita. De plano rememoro que, como tenho dito, repetido e enfatizado, "a mentira é endêmica nas esquerdas", que, com uma inacreditável desonestidade intelectual, própria da tática leninista, distorcem os períodos mais recentes da História do Brasil. Nesta ordem de idéias, o Movimento de Março de 64 tem sido apresentado como uma reles quartelada, um golpe de Estado feito por militares que almejavam o Poder. Esta é a primeira mentira deslavada. Precisam as gerações mais jovens saber que o Comunismo internacional e ateu estava prestes (sem trocadilho) a tomar o Poder no Brasil, sendo que os civis saíram em massa às ruas, em protesto contra a bolchevização da Pátria. Foram as célebres "Marchas da Família, com Deus, pela Liberdade", que mobilizaram entidades de classe, homens, mulheres e crianças, nos grandes centros e nas pequenas cidades do Interior. Os manifestantes se contavam aos milhares, o que demonstra que o Exército e as demais Forças Armadas atuaram em atendimento ao clamor dos civis.
A segunda distorção, também ela típica da tática leninista, consiste em colocar em dois campos distintos, em Março de 1964 e no "posterius" da Revolução, os "Civis" e os "Militares", como se fossem dois compartimentos estanques e -- pior do que isto -- antagônicos. Esta postura, sobre distorcer a realidade, é uma grossa asneira. O militar um dia foi um civil, e um dia voltará à vida civil!... meu saudoso comandante na 4ª) Divisão de Cavalaria, o General Plínio Pitaluga -- um herói de guerra -- em discurso pronunciado perante a tropa do 17º) Regimento de Cavalaria, em Amambai, Mato Grosso, em 1972, deixou isto claro: -- "Senhores! Todos nós saímos da vida civil, e um dia voltaremos a ser civis!..." de resto, em meu modesto livro "O Poder Na Antigüidade", demonstrei que tanto na "Democracia Ateniense" quanto no sistema aristocrático-militar de Esparta, quanto na República Romana, não havia fronteiras entre o "civil" e o "militar"!... ambos os campos se interpenetravam, e mais do que isto, eles se interpenetram. Para concluir, o Movimento de Março de 1964 foi feito por patriotas brasileiros, civis e militares. Uma terceira distorção nega, ao Movimento de Março de 64, o qualificativo de "Revolução." Há algum tempo manuseei uma abordagem do assunto feita por um pseudo-intelectual que, ao se referir aos acontecimentos, escreve a palavra Revolução entre aspas. Como é evidente, trata-se de uma visão sectária e unilateral, segundo a qual as "revoluções" só podem ser feitas pelas esquerdas... esta atitude, além de mentirosa, denota uma sesquipedal ignorância em História e em Ciência Política. Todo movimento que implica em grandes transformções políticas e sociais, é uma revolução. Uma revolução foi a implantação do Principado em Roma por Augusto, como o demonstrei em meu livro "As Constituições Imperiais Como Fonte Do Direito Romano." Foram revoluções a tomada do Poder na Alemanha pelos Nacional-Socialistas, em 1933, a ascenção de Franco ao mando na Espanha, após a Guerra Civil, a tomada do Poder na Itália por Mussolini, o governo dos "Jovens Turcos" liderados por Mustafá Kemal Pachá na Turquia, o Estado Novo do Professor Salazar em Portugal, e por aí afora. Até imperadores que estão no trono fazem revoluções. Quem duvidar, que pense na modernização da Rússia, levada a cabo por Pedro, O Grande, e nas transformações radicais impostas ao Japão, no século XIX, por Mitsuo - Hito (Era Meiji).
A quarta distorção consiste em apresentar como campeões da Democracia e da "luta contra a Ditadura" uns poucos terroristas e assaltantes de bancos que empunharam armas contra o Governo Militar, em especial, na década de setenta do século passado. Esta mentira insulta a inteligência do homem mediano. Aqueles terroristas jamais foram "democratas"; eram comunistas estalinistas que desejavam implantar no Brasil, não um sistema democrático, porém, a mais arbitrária e sanguinária das ditaduras, a ditadura comunista, idêntica à que, até hoje, infelicita o povo de Cuba. O pior é que os remanescentes de tais terroristas (Dilma Roussef, José Dirceu e outros) ora recebem gordas "indenizações" e "pensões" do "Estado Burguês" que intentavam destruir!... isto ultrapassa a desonestidade intelectual, para configurar uma canalhice. Vou dar uma idéia para as esquerdas. Existiu outrora o Comunismo da "linha russa", como também o da "linha chinesa." Pois bem, por que não criam os beneficiários das "indenizações" e "pensões" o Comunismo da "linha Transilvânia"? Afinal, como vampiros, eles sugam -- na forma de "indenizações" e "pensões", o suor e o sangue dos brasileiros que trabalham...
Bem considerados os fatos, bem examinada a verdade histórica, todo brasileiro patriota e honesto tem que dizer, alto e bom som: -- "MARÇO DE 1964, GRAÇAS A DEUS." Sim, graças a Deus. Os governos militares colocaram um fim na baderna comunizante que então reinava no Brasil, deram início a um processo de desenvolvimento econômico e social pujante, implantaram políticas agrícolas e sociais (O Estatuto da Terra é obra do Marechal Castello Branco), e revolucionaram as comunicações. Ampliaram o mar territorial, possibilitando a exploração do petróleo da plataforma continental, cuidaram de uma correta política energética, com a construção de hidroelétricas e implantaram o programa nuclear brasileiro. O cidadão comum tinha segurança em sua casa e nas ruas. O fazendeiro e o sitiante não viam as suas terras invadidas e os seus tratores incendiados por desordeiros profissionais auto-intitulados "trabalhadores rurais sem terra", e havia uma eficaz repressão ao narcotráfico e à difusão da pornografia. Em suma, a Revolução de Março de 1964 foi altamente benéfica para o Brasil, sob todos os aspectos. O seu único erro foi conceder uma anistia que, na prática, equivaleu à entrega do Poder aos seus inimigos. Isto possibilitou, entre outros absurdos, a odiosa política de retaliação contra os militares, ora em curso. Ou seja, houve a antítese (já que falo do Marxismo) de uma "anistia."
Em discurso proferido no dia 11 de Março no Rio de Janeiro, na solenidade de transmissão do Comando do Leste, Sua Excelência o General de Exército Luiz Cesário da Silveira Filho, elogiou a Revolução de Março de 1964, da qual participou como cadete, em operações no Vale do Paraíba. E asseverou que o Exército Brasileiro, fiel às suas tradições, estará sempre pronto a defender a Nação, quer dos seus inimigos externos, quer dos internos. Todo bom brasileiro só pode desejar que assim seja!...

Acacio Vaz de Lima Filho, advogado e professor universitário, é Associado Efetivo do Instituto dos Advogados de São Paulo, Membro do Instituto Brasileiro de Filosofia, e Sócio Titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Como Tenente da Reserva do Exército Brasileiro, Arma de Cavalaria, participou outrora da repressão ao contrabando na Fronteira Paraguaia. Dedica este artigo às novas gerações de brasileiros.


 
Opinião - Artigo
Águas compartilhadas
Jornal O Municipio

O Dia Mundial da Água, celebrado em 22/3, conforme resolução aprovada pela ONU (Organização das Nações Unidas), nos dá a oportunidade de refletir sobre esse bem finito, do qual somos totalmente dependentes para vivermos, mas que não cuidamos ou preservamos corretamente e, como consequência, já está em falta para milhões de pessoas no mundo. Neste ano, o Dia Mundial da Água enfatiza as questões relacionadas às águas compartilhadas entre nações.
Mais de 100 ações foram programadas para ocorrer neste dia em diversos países, ressaltando a importância dos desafios mundiais de compartilhar a água e as oportunidades. Um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta a existência de 83 cursos d"água transfronteiriços em território brasileiro. Isso significa dizer que o Brasil compartilha com outros países as águas de 83 cursos d"água, representando um grande desafio de gestão para seus governantes.
Em meus mandatos como deputado, tive a oportunidade de apresentar vários projetos na área do meio ambiente, preocupado especialmente com a escassez da água. Dentre eles, já está em vigor no Estado de São Paulo a Lei 13.007, que institui o Programa de Proteção e Conservação às Nascentes de Água. Acredito que as ações previstas nessa lei serão um importante instrumento para conhecer, dimensionar, planejar e adotar as medidas necessárias à preservação e recuperação das nossas nascentes de água.
Vamos avaliar mais algumas situações: 40% da população mundial já enfrenta escassez de água; 2,2 milhões de pessoas morrem a cada ano por beberem água contaminada; aproximadamente 21 países já sofrem com a escassez de água; conflitos violentos pelo controle da água são registrados em 70 regiões do planeta; 25% da população do planeta não tem acesso à água potável; no mundo, 50% da água que vai para as grandes cidades é desperdiçada; no Brasil este percentual chega a 40%; e 72% dos leitos hospitalares são ocupados por pacientes vítimas de doenças transmitidas pela água.
Mesmo com esse quadro mundial, é difícil despertar na maioria das pessoas a consciência do uso racional da água, já que o Brasil é considerado um país privilegiado no que diz respeito à quantidade de água. Desperdiçamos água lavando carros e calçadas, ao lavar louças e roupas, escovando os dentes, tomando banho ou cuidando das plantas. A busca do conforto nas sociedades modernas gera um aumento considerável no consumo diário de água, agravando ainda mais a situação.
Quando despertarmos para o quanto a água é essencial para nossas vidas e para o risco da escassez para as gerações de hoje e do futuro vamos começar a mudar nossas atitudes e comportamentos no dia a dia. Água é fonte de vida e dela dependemos para viver. Não desperdice, mas economize, use de forma adequada, racional e ajude a cuidar para não faltar.

Chico Sardelli é deputado estadual pelo Partido Verde e autor da lei de preservação às nascentes de água.