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  Boa tarde , hoje é Quarta-Feira, 8 de Setembro de 2010 Edição Nº 8653 | 8/9/2010 | São João da Boa Vista - SP
 
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Opinião - Artigo
Versando sobre as Mudanças no setor industrial

Às vezes podemos pensar sobre os motivos que levam uma organização a realizar processos de mudança, como por exemplo, deixar de utilizar garrafas de vidro e passar a utilizar garrafas plásticas PET no setor industrial. Porque será que isso acontece?
Uma organização é levada a realizar processo de mudança quando não consegue alcançar os objetivos a que se propõe, ou quando o alcance desses objetivos é insatisfatório. No caso de uma empresa, vários motivos podem existir como fatores desencadeadores de mudanças. Pode-se mencionar como fatores de mudanças a diminuição das vendas, a existência de prejuízos financeiros, a defasagem tecnológica, a perda de competitividade e de mercado, os custos elevados dos produtos, etc. Algumas empresas precisaram realizar mudanças, porque seus produtos estavam defasados tecnologicamente e seu sistema de distribuição ultrapassado. Um exemplo pode ser dado por empresas do ramo de refrigerantes, que deixaram de utilizar garrafas de vidro e começaram a usar PET, como seus concorrentes. Quanto a distribuição, muitos grupos, ao invés de fazer sua própria distribuição resultando em aumento de custos, perda de venda e mercado, associaram-se a atacadistas e empresas distribuidoras.

QUANTO À ADMINISTRAÇÃO
Também podemos pensar mais profundamente a respeito da motivação no trabalho, analisando fatores técnicos e psicológicos. A partir daí surge o questionamento: existem formas diferentes de se analisar a motivação no trabalho? Vamos responder apresentando dois tratamentos diferentes dados à motivação, sendo um pela Escola de Relações Humanas e o outro pelo Enriquecimento de Cargos.
A teoria do enriquecimento de cargos é uma evolução da administração científica. As propostas da administração científica são eminentemente técnicas, não levam em conta fatores psicológicos. O interesse no estudo da motivação dos trabalhadores é a influência que a motivação tem sobre a produtividade. A teoria do enriquecimento de cargos se baseia em duas hipóteses sobre o comportamento do homem no trabalho:
-A satisfação é decorrente de fatores intrínsecos ao trabalho;
-A produtividade de uma pessoa é tanto maior quanto mais ela estiver satisfeita.
Uma maneira de se definir enriquecimento de cargos é concebê-lo como uma ampliação do trabalho, de tal forma, que isso traga maior satisfação para o trabalhador. Isto poderia ser conseguido através dos seguintes métodos:
-Rotação de cargos;
-Agrupamento de tarefas (Ampliação horizontal);
-Diversificação de tarefas (Ampliação vertical);
-Enriquecimento de cargos (Ampliação vertical + horizontal).
A escola de relações humanas foi basicamente um movimento de reação e de oposição à teoria clássica da administração. Os princípios básicos da Escola de Relações Humanas são:
-Quanto mais integrado socialmente no grupo de trabalho, tanto maior será a motivação do trabalhador para produzir.
-O poder do grupo de provocar mudanças no comportamento individual é muito grande e a administração não pode tratar os empregados um a um. Precisa tratá-los, como membros de grupo de trabalho sujeitos às influências desses grupos. A escola de Relações Humanas dá grande importância aos aspectos emocionais, que afetam diretamente a motivação dos trabalhadores.

QUANTO À QUALIDADE
Se pensarmos em termos de qualidade de produto, surge a questão: O que é a qualidade? Como o modelo japonês alterou e tem alterado a forma como esta era buscada tradicionalmente dentro das empresas? Para responder apresentaremos a definição de qualidade para um produto. A qualidade de um produto pode ser dada pelo funcionamento correto do mesmo, ausência de qualquer defeito e apresentação correta para a satisfação do consumidor.
O modelo japonês caracteriza-se por uma produção de massa flexível de artigos diferenciados e de qualidade. Opõe-se a divisão tradicional do trabalho, através de uma recomposição da fabricação, manutenção, controle de qualidade e gestão dos fluxos de produção, efetuados por um só ou por um grupo de trabalhadores polivalentes. Pesquisas realizadas sobre qualidade e produtividade em vários países industriais tem mostrado que o desempenho japonês nesses dois terrenos tem sido superior ao dos EUA e aos dos países europeus. Na organização do trabalho e na organização da empresa é utilizado um conjunto de métodos técnicos: Just-in-time/kaban, círculos de controle de qualidade (CCQ), controle estatístico de processo (CEP), controle de qualidade total (CQT), kaizen (melhoras contínuas), entre outros.

Marcelle Fernanda Carulo é professora do Unifae, graduada em Engenharia Química (UFSCar) e doutora em Engenharia Química (UNICAMP).


 
     
     
   
 
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