Alexandre Luis de Aro, 36 anos, casado com a Már-cia, pai da Talita e do Tiago, morador da Vila Brasil... morreu no dia 3 de setembro, vítima de um infarto.
Esta seria mais uma trágica história de alguém que descuidou da própria saúde e não procurou por cuidados médicos.
No entanto, Alexandre buscou ajuda do seu irmão, que o levou ao Pronto Socorro Municipal para ser avaliado pelo médico. O circo de horrores que se seguiu até a morte de Alexandre está descrito na pág. 6 desta edição.
Este é um fato isolado? Jamais vai acontecer conosco ou com alguém próximo a nós? Não se fie nisso!
Lendo a reportagem, a nossa indignação aponta que já passou da hora de mudar o paradigma do atendimento em prontos socorros. Desde quando o leitor ouve o cidadão dizer que "o médico nem pôs a mão em mim; apenas me receitou um remédio e me mandou embora"?
Já faz tempo que esta forma de 'atendimento médico' se instalou nos PS desta e de tantas outras cidades do País. É o contrário a isso que assusta o paciente: quando ele é bem tratado pelo médico, quando o profissional ouve suas queixas de saúde, quando toca de leve no local da dor...
O outro lado da tragédia é que ninguém é obrigado a trabalhar em local onde não haja condições de realizar um bom trabalho. Principalmente quando o 'trabalho' é a saúde do cidadão que não tem dinheiro para uma consulta particular - onde seria, quem sabe, melhor tratado.
Não fazendo queixas sobre suas condições de bem desempenhar o papel de médico, ele concorda com a forma de 'empurrar com a barriga' que o Poder Público administra a saúde pública em uma cidade.
Há municípios em que o trato dado aos prontos socorros é extremamente responsável. Precisa ser copiado pelas demais cidades onde o caos já se instalou.
É um exagero falar em "caos" na saúde pública sanjoanense? Pergunte à Márcia, à Talita, ao Tiago. Pergunte aos familiares do Alexandre, aos seus amigos, aos seus colegas de trabalho.
Conselho: não fique doente!