Estatísticas do SUS - Sistema Único de Saúde - indicam que um terço de lesões traumáticas atendidas em hospitais ocorre com pessoas com mais de 60 anos. No Brasil, cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez por ano.
"A queda no idoso é a maior causadora de fraturas de fêmur, bacia e coluna, que geralmente necessitam de cirurgia e muitas vezes levam o idoso, que está com saúde boa, a ter sérias complicações, inclusive letais", diz o ortopedista pinhalense Fernando Cipoli.
O especialista informa que, segundo o Guia Americano para Prevenção de Quedas de Pessoas Idosas, 50% dos pacientes idosos internados em hospitais, após uma queda, não estarão vivos após um ano.
Segundo Cipoli, a ocorrência de uma queda pode ser consequência de alguns fatores, dentre eles, limitações oriundas do processo de envelhecimento.
Ele explica que, geralmente, o processo de envelhecimento leva as pessoas idosas à diminuição da força muscular, diminuição da massa óssea (osteoporose), ligamentos e tendões mais fracos e diminuição da coordenação e da habilidade motora. "Dessa forma, as pessoas idosas apresentam menos equilíbrio, aumentando a probabilidade de quedas", afirma.
Como medida preventiva, o ortopedista recomenda que o idoso estabeleça uma rotina de atividade física que contribua para melhorar a agilidade na realização dos cuidados pessoais e outras tarefas, aumentando a auto-estima e retardando os processos degenerativos.
"Um programa de atividade física para o idoso deve ser precedido de uma avaliação médica e também contemplar os diferentes componentes da aptidão física, incluindo exercícios aeróbicos, de força muscular, de flexibilidade e de equilíbrio", aconselha.
No caso das mulheres, Cipoli ressalta que a suplementação do cálcio é importante na proteção contra a osteoporose.