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São João :: 2017-08-09 -14:07:00

Cidade já tem um hostel e vai inaugurar segunda unidade


O leitor pode não saber (ainda!), mas em São João, o viajante ou turista que não deseja ficar num hotel pode escolher um hostel para se hospedar. Essa letra ‘S’ acrescida na palavra já está fazendo toda a diferença, pois o número de locais assim vem crescendo no País e atraindo clientela muito além dos tradicionais jovens, que ajudaram a divulgar essa forma de hotelaria.

A empresária Maristela Brun, residente na cidade, está às vésperas de inaugurar seu segundo hostel aqui no município: o ‘Hostel Famille Brun’. “Morávamos na Suíça e lá, na Europa, é comum se hospedar em hostels, albergues e locais com clima de hospedagem familiar”, explica a empresária.

Quando chegou a São João, em 2006, ela havia se formado em Economia no UniFAE e sua monografia no curso foi baseada em turismo, com o tema ‘O desenvolvimento do Turismo Dentro da Economia’. Maristela se lembra de que, naquela época, não havia professor para corrigi-la e lhe diziam “não seria melhor mudar o tema?”, o que ela sempre se recusou fazer. Daí, abrir seu primeiro empreendimento foi ação natural.

“Mesmo hoje, em 2017, o desenvolvimento turístico é muito precário, sem incentivo algum”, aponta. E agora, um ano após a inauguração do primeiro ponto hostel aqui na cidade, como está o movimento de hóspedes? “Estamos indo bem, apesar de muitas pessoas não o conhecerem, de ser novidade”, lamenta.  A empresária lembra que pessoas com o hábito de viajar para o exterior ou mesmo para grandes cidades ou capitais, já estão se habituando à ideia: viajar economizando e respeitando o espaço do outro.

Ela destaca que um ambiente que poderia ser solitário, se torna familiar e simpático a todos, onde se ‘quebra o gelo’ somente ao dizer ‘bom dia’, ‘boa tarde’ aos demais hóspedes. “Mesmo as horas das refeições, elas se tornam um bom momento de conversas agradáveis, de experiências de viagem”, explica.

 

DIFICULDADES

Quando questionada sobre o tempo de retorno do investimento feito na montagem de um hostel, Maristela lembra: “Como em todo investimento, nunca o retorno é imediato” e, para apressar esse aspecto do negócio, de acordo com ela, o interessante é investir em divulgação nos sites de viagens, em publicidade nos canais certos e em marketing geral, ensina.

Ainda que essas acomodações não sejam um hotel, como se conhece, manter ativo um hostel pode trazer suas dificuldades. “O desconhecimento do público e a falta de informações sobre seu funcionamento são algumas delas pois, quando se trata de um hostel, normalmente aluga-se a cama, são dormitórios coletivos”.

E quando o potencial cliente entra em contato, pede logo uma suíte. A recepção, então, informa que há quarto disponível mas o funcionamento do local não é o de um hotel, mas o de um hostel, onde se pode compartilhar a cozinha e seus utensílios, os quartos e outros espaços.

Hoje em dia, quem escolhe um hostel onde se hospedar? “As pessoas que temos recebido são clientes que adoram aventura como, por exemplo, ciclistas, motociclistas, cavaleiros, esportistas ou, então, por motivos profissionais: executivos que vem a trabalho com duração de um a três meses na cidade”, relaciona.

 

A economista conta que muitas pessoas que não conhecem um hostel, quando sabem dos valores a serem cobrados imaginam que “seja uma bagunça ou lugar velho, sei lá” e sorri.  Ela também crê que, se muitos começarem a escolher um hostel para se hospedar, ao invés de viajarem uma a duas vezes por ano, “poderão viajar muitas vezes mais, com um valor mais em conta, onde sempre terão companhia, mesmo viajando sozinhos”, finaliza.

So Joo